
A chegada do The Rascalz à AEW gerou grande expectativa entre os fãs. O grupo formado por Trey Miguel, Zachary Wentz, Dezmond Xavier e Myron Reed deixou a TNA em janeiro de 2026 e assinou contratos de múltiplos anos com a empresa de Tony Khan.
O quarteto foi apresentado no Dynamite de 14 de janeiro, criando entusiasmo para a estreia oficial. No entanto, quando o momento de aparecer finalmente ocorreu, algo estava diferente.
No Collision de 17 de janeiro, um segmento de bastidores mostrou apenas três dos quatro integrantes. Wentz, Xavier e Reed apareceram na tradicional sala enfumaçada do grupo, mas Miguel estava ausente.
No dia seguinte, Miguel usou o Instagram para anunciar que tiraria um tempo do wrestling. Ele pediu que os fãs continuassem apoiando seus companheiros na AEW. A explicação para o sumiço, porém, só viria depois.
Decisão partiu de executivos da Warner Bros. Discovery

De acordo com Sean Ross Sapp, do Fightful Select, a demissão de Miguel não foi uma decisão da AEW. O jornalista indica que a ordem veio de executivos da Warner Bros. Discovery, parceira de transmissão da empresa.
O motivo foi o ressurgimento de posts antigos nas redes sociais. Miguel havia publicado comentários homofóbicos no Facebook em 2020 e declarações antissemitas no Twitter em 2019. Embora ele tenha se desculpado na época, os posts voltaram à tona após a contratação.
A situação gerou frustração nos bastidores da AEW. Segundo Sapp, Miguel e o restante do The Rascalz mantêm boas relações com diversos profissionais da empresa. Parte do elenco acredita que existem padrões aplicados à AEW que não valem para outras propriedades da WBD.
Bryan Alvarez, do Wrestling Observer Radio, corroborou a informação. “Meu entendimento é que, seja lá o que foi, veio de cima. Não teve nada a ver com ninguém do elenco da AEW, nem com Tony [Khan]. Algo aconteceu lá de cima e ele foi dispensado”, afirmou o jornalista.
Miguel se pronunciou com um pedido de desculpas, sem especificar os erros. “Cometi muitos erros no meu tempo. Sempre me desculpei e fiz o meu melhor para seguir em frente. Não prego ódio e não tenho orgulho de ser odioso. Sou um homem de fé, acredito em perdão e só prego isso. Sou um homem diferente hoje”, declarou.
O caso lembra a situação dos Briscoes na AEW. Tony Khan já admitiu que não podia escalar Mark Briscoe e seu falecido irmão Jay nos canais da WBD por conta de declarações homofóbicas antigas, mesmo após múltiplos pedidos de desculpas.

Curiosamente, Wentz também enfrentou problemas similares. Seu período na WWE como Nash Carter terminou quando uma foto antiga usando fantasia de Hitler viralizou. Após diversas desculpas e uma passagem sem controvérsias pela TNA, a WBD aparentemente não objetou sua contratação.
Miguel, vale lembrar, teve a chance de ir para a WWE em 2020. Quando Xavier e Wentz assinaram para formar o MSK no NXT, ele escolheu permanecer na TNA por razões pessoais e para cuidar da família.
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