
Bruce Prichard explicou no podcast Something To Wrestle a estratégia atual da WWE de reduzir o número de lutas nos Premium Live Events. Segundo ele, a empresa deixou de apostar em cards longos e passou a priorizar eventos mais curtos, normalmente com cerca de cinco combates.
De acordo com Prichard, muitos combates em um mesmo show prejudicam a experiência do público. Quando há excesso de conteúdo, momentos importantes do início ou do meio do evento acabam sendo esquecidos, e a lembrança final costuma ficar restrita apenas ao encerramento.
“Quando você coloca dez lutas em um card, é difícil assistir a tudo. No fim da noite, o que você lembra? Provavelmente do evento principal. Pode ter acontecido algo grande na terceira luta, mas você esquece porque viu coisa demais.”
Ele também explicou que a mudança do pay-per-view tradicional para o streaming alterou a lógica financeira dos eventos. Os lutadores não são mais pagos com base nas compras avulsas, o que reduziu a pressão para colocar todos no card dos grandes shows.
“O streaming mudou tudo. O talento não é pago por compra de pay-per-view. Não existe mais essa alocação de tempo. Eles não querem eventos com mais de três horas. É outra época e outra forma de consumir.”
Prichard destacou ainda o crescimento do valor dos programas semanais de televisão com os atuais contratos de transmissão. Segundo ele, aparecer regularmente na TV tem hoje o mesmo peso que lutar em um PLE, o que contraria a mentalidade antiga.
“A televisão é tão valiosa quanto os PLEs por causa das taxas de direitos. Estar na TV para um grande público passou a ter o mesmo impacto. Cada vez que alguém aparece na tela, isso importa.”
Sob o comando criativo de Triple H, a WWE segue a ideia de que menos é mais na maioria dos eventos mensais. A principal exceção é a WrestleMania, dividida em duas noites para acomodar mais histórias e lutadores sem cansar o público com um único show muito longo.
Fonte: Something To Wrestle