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Karrion Kross afirma ter sido desvalorizado pela WWE

O lutador afirma em documentário que a empresa desconsiderou um livro de sua autoria durante conversas contratuais que antecederam sua saída em agosto.

Karrion Kross afirma ter sido desvalorizado pela WWE
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Karrion Kross abriu o jogo sobre os bastidores de sua saída da WWE. Em seu novo documentário “My Life After WWE” — terceira parte de uma série pessoal — Kross detalha as tensões que levaram ao fim de seu vínculo com a empresa após o término do contrato em agosto.

Segundo ele, um dos principais pontos de conflito nas negociações foi a postura da WWE em relação a um livro de sua autoria. Kross afirma que a companhia tratou sua obra como algo irrelevante.

“Quando você diz a alguém que a história dele não importa, quando tira seu dinheiro e ainda afirma que o assunto é irrelevante para a conversa, não há acordo possível, não há nada para concordar. Então, eles disseram que retirariam a oferta em 24 horas”, relatou.

De acordo com Kross, a WWE realmente cancelou a proposta depois que ele recusou os termos apresentados. O lutador diz ter preferido prestar atenção aos sinais de alerta e deixar a empresa.

“Às vezes, quando alguém faz uma oferta e há bandeiras vermelhas, você deve prestar atenção nelas”, acrescentou.

No documentário, Kross faz uma analogia com o romance clássico “Moby Dick”, comparando-se ao Capitão Ahab — mas, desta vez, segundo ele, sem cair na mesma armadilha. “Ahab assinou o contrato e foi para o mar, mas nunca assinaram com a sereia — deixaram ela em casa e transformaram Ahab num m—-. Então, Ahab não ia cair nessa de novo. Porque ele já leu o livro”, explicou.

A “sereia” mencionada é Scarlett, esposa e parceira de ringue de Kross, que ficou de fora quando a WWE o promoveu ao elenco principal em 2021. Para ele, essa decisão foi determinante em sua relação com a empresa.

O lutador encerrou com uma mensagem direta sobre o valor de seus princípios: “Dinheiro não vale m—- nenhuma quando não está ligado a princípios. Ahab pensou: prefiro ganhar menos e preservar meus valores do que aceitar que nada do que fiz nos últimos três anos significa algo — e que nada do que eu fizer nos próximos três ou cinco significará também. Minha história, minha vida, não são irrelevantes”, concluiu.