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Nova ação coletiva acusa a WWE de práticas enganosas devido a acordo com a ESPN

Ação judicial acusa a empresa de induzir fãs ao erro sobre o acesso aos eventos premium no streaming da ESPN.

Nova ação coletiva acusa a WWE de práticas enganosas devido a acordo com a ESPN
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Nos últimos meses, a mudança na forma de transmissão dos eventos premium da WWE gerou dúvidas entre parte do público. Agora, essa insatisfação saiu das redes sociais e chegou à Justiça dos Estados Unidos, com acusações de que a comunicação feita aos fãs não refletiu o que, de fato, foi entregue.

A WWE é alvo de uma ação coletiva registrada na quinta-feira, 8 de janeiro de 2026, no Tribunal Distrital dos Estados Unidos em Connecticut. O processo acusa a empresa de práticas de marketing enganosas ligadas ao acordo de transmissão dos seus eventos no streaming da ESPN.

A ação sustenta que fãs que já tinham acesso à ESPN por meio de TV a cabo ou satélite foram obrigados a pagar uma mensalidade extra para assistir aos eventos. Segundo os autores, isso entra em conflito com a forma como a WWE apresentou o novo acordo ao público.

O processo foi aberto por Michael Diesa, de Nova Jersey, e Rebecca Toback, de Nova York. Diesa é assinante da Xfinity, enquanto Toback utiliza o YouTube TV. Ambos afirmam que precisaram contratar o ESPN Unlimited para assistir ao Wrestlepalooza, em 20 de setembro de 2025, mesmo já pagando por pacotes com ESPN.

De acordo com a denúncia, a WWE indicou que quem já assistia à ESPN teria acesso automático aos eventos premium, sem custos adicionais. Essa interpretação teria sido reforçada por uma entrevista do presidente da empresa, Nick Khan, ao podcast Varsity e por um comunicado divulgado em agosto de 2025.

Nos dois casos, a mensagem transmitida foi a de que os recursos do aplicativo estariam disponíveis para todos os fãs que já acompanhavam a ESPN. A comparação feita à época era com o antigo acordo da WWE com o Peacock, no qual não havia cobrança extra.

O jornalista Brandon Thurston, do POST Wrestling, destacou que apenas a WWE aparece como ré no processo. A ESPN e sua controladora, a Disney, ficaram de fora, o que evita as cláusulas de arbitragem e a renúncia a ações coletivas previstas nos termos de serviço da Disney.

A ação estima que mais de 5 milhões de dólares estejam em disputa e busca o reembolso de clientes afetados. O processo aponta que entre 95 mil e 125 mil novas assinaturas foram feitas antes do Wrestlepalooza, gerando receita adicional em um acordo que rende cerca de 325 milhões de dólares por ano à WWE.

Clientes de operadoras como DirecTV, Verizon FIOS e Spectrum não fazem parte da ação, já que esses serviços liberaram o acesso aos eventos sem cobrança extra. Até o momento, nem a WWE nem a ESPN se manifestaram oficialmente sobre as acusações apresentadas no tribunal.

Fonte: POST Wrestling